domingo, 17 de março de 2013

TRIBUNA ABERTA


  
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segunda-feira, 11 de março de 2013

POLITICANDO

O Mundo Muda
Raul Castro e Sebástian Piñera dentre outros líderes americanos, ao lado do caixão de Chavez


     A morte de Chavez mostrou como o mundo está mudando. Quem diria há poucos anos atrás, que a morte de um líder latino-americano pudesse reunir tantas personalidades do mundo político, à revelia dos Estados Unidos. Mais do que isso, que líderes latino-americanos de linhas ideológicas tão distintas, quanto Raul Castro, presidente de Cuba e Sebástian Piñera, presidente do Chile, formariam uma "guarda" ao lado do caixão, junto com líderes da América Central e Caribe.
     A presença dos presidentes do Irã e de Belarus, países tão distantes, com demonstrações pessoais de afeto e apreço, assim como de diversos movimentos sociais da América latina, mostram que a hegemonia americana está em declínio acentuado.
     E este declínio se revela também na economia, com a ascensão dos países emergentes, dentre os quais o nosso Brasil.
     Nunca a oposição venezuelana pareceu tão ridícula e colonizada. O principezinho da burguesia, Capriles, ficou com cara de tacho diante da repercussão intencional da morte de Chavez e partiu para um ataque baixo, de mau gosto, desrespeitando a dor da família e dos seguidores do presidente morto.
     A direita venezuelana está desesperada com seu declínio, e transtornada pelo ódio a um líder que conseguiu mudar as prioridades do país, tirando grandes contingentes da população da miséria, democratizando a mídia, com a promoção de centenas de rádios comunitárias, programas de educação e de segurança alimentar, que inspiraram toda a América Latina. Por isso não cessam de chamá-lo de ditador, num país sem presos políticos, com oposição livre e com liberdade de expressão e manifestação. Um ditador que ganhou 12 eleições livres e limpas.
     Como sempre, ditador, para eles, é quem se opõe à hegemonia americana. Os verdadeiros ditadores que apóiam os Estados Unidos, como a Arábia Saudita, O Barhein e outros, estes são apenas governos autoritários, que fazem parte do mundo livre. Será que alguém ainda acredita nessas coisas?
       Um dos programas mais emblemáticos do governo Chavez é o de criação de orquestras sinfônicas populares. Já são mais de 100, espalhadas por todo o país, compostas por jovens, filhos de trabalhadores, que aprendem a conhecer e executar peças eruditas de todas as épocas e países. Vi um documentário sobre isto na TV Brasil, e é impressionante o resultado. Um programa que merece ser copiado no Brasil.
     Os defeitos de Chavez eram seu populismo, que acabou criando um culto à personalidade desnecessário e meio antiquado. Também a gestão econômica não é lá essas coisas, e o país enfrenta dificuldades. Quem sabe seu sucessor, Nicolás Maduro, seja realmente um homem mais maduro e possa colocar ordem na casa. Porque não basta ser um líder e ter boas idéias, é preciso saber executá-las.
     Como Dilma em relação a Lula, pondo ordem na grande transformação que ele iniciou, Maduro pode colocar a Venezuela no caminho de um desenvolvimento sustentável, de longo prazo, terminando de mandar a burguesia parasitária para seus apartamentos em Miami, para fazer companhia a tantos ditadores latino americanos amigos dos Estados Unidos, eles sim, exilados por lá, junto com seus seguidores cubanos, nicaraguenses, e tantos outros de triste história.
     É um momento importante para o nosso continente. A revolução venezuelana precisa continuar, inspirando a integração de nossos povos e nossa libertação do jugo dos verdadeiros ditadores; os Estados Unidos e seus apoiadores na região, uma elite servil, egoísta e desinteressada da sorte de nossos povos.


RAPIDINHAS

Você conhece esta bandeira?


     É a bandeira da  Conjuração Baiana, que propunha a formação da República Bahiense, movimento que eclodiu em Salvador, em 1798.
     Seus líderes eram negros instruídos; os alfaiates João de Deus Nascimento, Manuel Faustino dos Santos Lira e os soldados Lucas Dantas do Amorim Torres e Luís Gonzaga das Virgens associados a pessoas da elite liberal, Cipriano Barata, Moniz Barreto, Aguilar Pantoja, membros da Casa da Torre e outros aristocratas, mas só os populares foram executados, mais precisamente no Largo da Piedade a 8 de novembro de 1799. 
     As cores, vermelha, azul e branca foram mantidas na bandeira atual, como homenagem ao movimento.

Mortes suspeitas incriminam a CIA
     Fidel Castro já disse que eles são especialistas em assassinatos. Trata-se da CIA, Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos, acusada de mandar matar ou matar ela própria, dezenas de líderes estrangeiros contrários ao interesses norte-americanos.
     O próprio Fidel foi vítima de várias dessas tentativas, e só não morreu porque dispunha de um excelente serviço secreto. O vice-presidente da venezuela, Nicolás Maduro, acusou novamente os americanos pela morte de Hugo Chavez. Mas como eles poderiam ter provocado câncer no presidente venezuelano? Lembrem-se que vários líderes da esquerda latino-americana tiveram câncer nos últimos anos, a começar por Lula e Dilma, além de Cristina Kirchner, o vice equatoriano, o vice colombiano e Fernando Lugo, do Paraguai.
     Provocar câncer em alguém não é tão difícil, basta dirigir um aparelho de raios-X para um local onde a pessoa passe muitas horas por dia. Os raios X atravessam portas e paredes, só sendo contidos por revestimentos à base de chumbo.
     Dirigir um feixe desses raios ao gabinete ou à residência presidencial, à partir de um prédio vizinho, ou mesmo de um veículo estacionado em frente, algumas horas por dia, é suficiente para provocar esse tipo de tumor na pessoa alvo.
     Lembrem-se das dúvidas sobre a morte suspeita de Tancredo Neves, no Brasil, na véspera de sua posse. O próprio Aécio Neves, neto de Tancredo, deu declarações na época levantando suspeitas de que ele poderia ter sido morto no hospital, pelos militares que não queriam a transferência do poder aos civis. Os americanos que sempre apoiaram a ditadura militar podem perfeitamente ter liderado a operação.
     Um dia saberemos a verdade sobre essas estranhas mortes. Por enquanto, seria bom revestir gabinetes e residências presidenciais com uma tinta à base de chumbo, usada em consultórios dentários e clínicas radiológicas.
Lançamento

     Dia 11 de março, segunda-feira, às 17 horas, a escritora Rachel Moreno está lançando seu livro A Imagem da Mulher na Mídia, na Biblioteca dos Barris, em Salvador. O lançamento contará com palestra com a autora, seguida de debate e faz parte das comemorações do dia internacional da mulher, transcorrido dia 8 de março.
     Vale à pena conferir.

Leituras Públicas
 
 
     Na mesma Biblioteca dos Barris, em Salvador, dia 14 de março haverá mais uma sessão das "leituras públicas", com os autores, Antônio Barreto, Jotacê Freitas e Salete maria da Silva, com mediação de Gal Meirelles.
     No quadrilátero da biblioteca as 17,00 horas.
     Vale conferir.



DESTAQUE


A Casa da Ponte
A história do morgado dos Guedes de Brito
Portada em estilo barroco hispano-americano, no Paço do Saldanha, casarão construído pelos Guedes de Brito em Salvador no final do século XVII, durante a União Ibérica, entre Espanha e Portugal.

No início do século XVII, um tabelião português, de nome Antonio Guedes, cristão novo nascido em 1560, em Tarouca, Portugal e morto em 7 de setembro de 1621 em Salvador, filho de Rui Guedes e de Ana de Lisboa,  cruzou o atlântico vindo para a Bahia, onde se estabeleceu.
Sua atividade como tabelião permitiu que acumulasse várias sesmarias. Em 28 de abril de 1609, recebeu "6 léguas de chão", entre as nascentes do rio Real e do rio então chamado Paraguay, hoje rio Piauí, no atual estado de Sergipe. Em 21 de julho do mesmo ano, recebeu mais 10 léguas entre os rios Inhambupe e Itapicuru. Em 12 de abril de 1612 recebeu mais 5 léguas e as glebas intermediárias e adjacentes de suas sesmarias, os chamados "sobejos" (sobras). Em 7 de maio de 1612, recebeu mais 10 léguas "em quadra", ao longo do rio Paraguay (Piauí), no leste e sertões,o que significa próximo às suas nascentes.
Antonio Guedes teve filhos de seu segundo casamento, ocorrido por volta de 1596, com Felipa de Brito (morta em Salvador em 9 de dezembro de 1659) unindo os sobrenomes Guedes e Brito.
Em 14 de dezembro de 1612 recebeu mais 10 léguas para os filhos Manoel, Maria, Ana e Sebastiana, das nascentes do Inhambupe (no atual município de Teofilândia, no norte da Bahia) para oeste, em direção à serra de Itiuba. Além disso recebeu em data não especificada 8 léguas entre os rios Sergipe e São Francisco, no atual estado de Sergipe, perfazendo um total de 49 léguas de terras em sesmarias.
Antonio Guedes de Brito era filho de sua filha Maria Guedes e de Antônio de Brito Correia (parente de sua segunda esposa?), e foi batizado em Salvador, a 13 de fevereiro de 1627. Além de receber a herança de terras de seu avô e de seus tios que não deixaram descendentes, ele comprou terras de outros sesmeiros e recebeu, junto com seu pai, 8 léguas próxima as serras de Tanhaçú, 6 léguas entre as nascentes do rio Jacuípe e Itapicurú, e uma sesmaria que ia das nascentes do Itapicurú e Paraguassú, até as margens do Rio São Francisco, de dimensões não especificadas, sob condição de reservar uma légua para cada aldeia indígena existente na área. Essa última sesmaria ele recebeu em sociedade com Bernardo Vieira Ravasco, de quem compraria a metade em 22 de agosto de 1663.
Assim, o tabelião português Antonio Guedes, começou um processo de acumulação de terras, seguido por seu genro Antonio Brito Correia, que institui o Morgado em suas propriedades (antiga instituição legal que dava ao filho primogênito a herança da propriedade, que não poderia ser, então, dividida entre os outros filhos), legando suas terras a Antonio Guedes de Brito, já nascido na Bahia, iniciando à formação de um latifúndio que se estenderia, à princípio, desde o Rio Sergipe ao norte, até a Chapada Diamantina ao sul, e desde a vertente leste da Chapada até o Rio São Francisco.
Antonio Guedes de Brito, em 1650, aos 23 anos, liderou uma bandeira na região de Jacobina, devassando os sertões do Morro do Chapéu. Fez carreira militar chegando a capitão em 27 de fevereiro de 1665, sargento-mor em 10 de outubro de 1667 e mestre de campo em 31 de janeiro de 1671. Participou da junta interina que governou o Brasil de 26 de novembro de 1675 a 15 de março de 1678, foi elevado a fidalgo cavaleiro em 18 de março de 1679.
Em 1681 já era juiz do Senado da Câmara da Bahia e grande proprietário de currais na região de Morro do Chapéu, quando o vice-rei recorreu a ele para restabelecer a ordem no sertão, onde bandoleiros e indígenas promoviam massacres e ataques em várias povoações. Armou, então, uma expedição armada, desbaratando bandidos e índios até o Rio das Velhas, em Minas Gerais, recebendo como prêmio a concessão de vasto território que estendia seus domínios até o distrito do Papagaio, no atual município de Curvelo, próximo à Belo Horizonte.
Localização aproximada das terras recebidas em sesmarias, herdadas, compradas e conquistadas de indígenas por Antonio Guedes de Brito ao final do século XVII.
(Obs. neste mapa constante do trabalho de Erivaldo Fagundes Neves, faltam as terras em Sergipe)
 
Sua condição de militar, mestre-de-campo e grande proprietário de terras, agindo à serviço da coroa, lhe permitiu aumentar ilegalmente suas sesmarias, incorporando as terras que ia conquistando aos indígenas e passando a ocupar uma faixa que ia, de norte a sul, do Rio Sergipe no atual estado de Sergipe ao Rio das Velhas, em Minas Gerais, sempre se limitando à oeste com a margem direita do Rio São Francisco (a margem esquerda pertencia a Pernambuco) e a leste com os contrafortes da Chapada Diamantina, formando um gigantesco latifúndio, incorporado a seu morgado.
     Foi casado mas não teve filhos com a esposa legítima, reconhecendo como herdeira uma filha que teve fora do casamento com Serafina de Souza Dormundo, a quem batizou como Isabel Maria Guedes de Brito.
     Antonio Guedes de Brito teria falecido em 1696,  durante uma expedição à Morro do Chapéu. Sua filha e herdeira, Isabel casou-se com o capitão Antonio da Silva Pimentel, que morreu cedo, deixando-a desamparada com uma filha pequena, Joana da Silva Caldeira Pimentel Guedes de Brito, para cuidar da imensidão de terras constituída por seu morgado.
     Isabel, então, deu ao português Manuel Nunes Viana, que conquistara sua simpatia e confiança, uma procuração para defender seus direitos sobre os imensos domínios herdados do pai.
     Este Manuel Nunes Viana, se estabeleceria em Carinhanha, às margens do Rio São Francisco (atualmente na divisa de Bahia e Minas), fundando várias fazendas na região, dentre as quais a fazenda Jequitaí, onde residiu, e se envolveria em intensos conflitos com os paulistas que descobriram ouro na região dos Rio das Velhas, na década de 1690, provocando a guerra dos emboabas, contra o líder dos bandeirantes, conhecido como Borba Gato.
     A filha de Isabel, Joana Guedes de Brito, casou-se com um fidalgo português, D. João Mascarenhas, que morreu em 1729, sem que o casal tivesse filhos. Joana se casaria novamente, já aos 60 anos, com Manoel Saldanha da Gama, um jovem, filho do vice-rei da índia, que herdaria toda sua fortuna, num autêntico "golpe do baú".
     Dois anos depois, em 1762, Joana faleceu, aos 62 anos, e Manoel casou-se novamente, desta vez em Portugal, tornando-se pai de João de Saldanha da Gama Melo Torres Guedes de Brito, (O sobrenome Guedes de Brito era obrigatório por determinação da verba testamental que instituiu o morgado) que além de ser o herdeiro dos Guedes de Brito, no Brasil, tornou-se também o sexto Conde da Casa da Ponte, em Portugal, título que herdara de um tio sem descendência.
     Juntavam-se, então, os títulos de titular do Morgado dos Guedes de Brito com o de Conde da Casa da Ponte, fazendo com que as terras do morgado ficassem também conhecidas como as terras da Casa da Ponte, que rivalizavam com o outro grande morgado nordestino, da família D'Ávila, conhecido como Casa da Torre.
Ruínas da Casa da Torre, na Praia do Forte.

Com isso, grande parte do sertão da Bahia pertencia as duas famílias, os D’Ávila e os Guedes de Brito. Em 1664, a Casa da Torre iniciou seu deslocamento para o Norte, conquistando mais terras, mesmo que muitas vezes de forma ilícita, chegando a Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí, consolidando assim sua expansão.
Pedro Calmon situa as trajetórias dessas duas Casas da seguinte forma:

“Os Ávilas, no seu trajeto para o São Francisco, através do Itapicuru e do Rio Real, insensivelmente procuravam Pernambuco, Ceará-Mirim e Maranhão, eram os homens do meridiano. Guedes de Brito cobiçou o ocidente, o curso superior do São Francisco, o sertão que confiava com os espigões – era o homem do Oeste”.

O extenso sertão baiano se encontrava quase todo em mãos dessas duas famílias, os D’Ávilas possuíam cerca de trezentos e quarenta léguas às margens do São Francisco e os Guedes de Brito cerca de cento e sessenta léguas, entre o morro do Chapéu, na Bahia, até as nascentes do Rio das Velhas, em Minas Gerais, fora as terras ao norte do Morro do Chapéu, até o Rio Sergipe. 
Em diferentes momentos as ambições dessas duas casas iriam se chocar, mas após vários embates, as duas "casas" resolveram amigavelmente suas desavenças, num "tratado de paz" de 1668, em que acertou-se que a Casa da Torre ficaria com a parte Nordeste e os Guedes de Brito (que ainda não tinham herdado o título de Casa da Ponte) ficariam com o sul do São Francisco. Essa trégua refletia o receio dos titulares dos dois morgados em relação aos jesuítas, que se opunham à guerra que eles moviam contra os indígenas com intuito de escravizá-los e conquistar suas terras.
Ao ser aprovada a lei que extinguiu os morgados no Brasil, em 6 de outubro de 1835, já após a independência, as terras da Ponte, corriam pelo sertão de cima, entre Sergipe e Minas Gerais, enquanto as da Torre, corriam pelo litoral, entre Salvador e o Maranhão, incluindo o interior do Ceará e o norte do Piauí, constituindo-se nos dois maiores latifúndios da história do nosso país e talvez do mundo inteiro, conquistados a ferro e fogo aos índios, e também através da influência política junto a corte portuguesa e aos governadores da Bahia.
Os Guedes de Brito passaram mais de um século envolvidos em questões judiciais sobre a propriedade de suas terras, onde cobravam o foro de posseiros e mineradores, que muitas vezes se recusavam à pagar, principalmente em terras atualmente pertencentes a Minas Gerais, depois que no início do século XVIII foi criada a província de São Paulo das Minas, incluindo os atuais estados de Minas, São Paulo, Goiás, Tocantins, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.
        João de Saldanha da Gama Melo Torres Guedes de Brito, o sexto Conde da Casa da Ponte, chegou a ser governador da Bahia (a capital da colônia já tinha sido transferida para o Rio de janeiro em 1763) e teve a incumbência de receber D. João VI, quando da chegada da corte ao Brasil em 1808, fugindo de Napoleão, cuja primeira parada em portos brasileiros foi em Salvador.
Casou-se com D. Maria Constança de Saldanha Oliveira e Souza, Condessa da Ponte, da qual teve oito filhos, sendo o primogênito e titular do morgado, Manuel de Saldanha da Gama Melo e Torres Guedes de Brito, VII Conde da Ponte, nascido a 1 de março de 1797 e falecido a 30 de maio de 1852, casado com D. Joaquina de Castelo Branco. Além de Manuel, teve ainda outros sete filhos.
Depois da extinção do morgado e da morte do seu último titular, a Condessa da Casa da Ponte e seus filhos venderam tudo que restava do patrimônio da família. As antigas fazendas dos Guedes de Brito, se tornaram então os embriões dos atuais municípios da região, como Jacobina, Morro do Chapéu, Rio de Contas, Brumado, Caetité, Guanambi, Palmas de Monte Alto e muitos outros.
 
O Paço do Saldanha, durante obra de restauro pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia, IPAC.
 

A casa dos Guedes de Brito em Salvador, conhecida hoje como Paço do Saldanha foi construída depois que o coronel Antonio Guedes de Brito comprou casas térreas então ali existentes, de propriedade da Ordem 3ª do Carmo, derrubando-as para erigir o solar. Em 1706, a casa passou para sua filha Isabel Guedes de Brito e posteriormente para sua neta Joana da Silva Caldeira Pimentel Guedes de Brito, casada depois com Manuel de Saldanha da Gama, filho do vice-rei da Índia, sobrenome que batizou o solar como o conhecemos hoje, Paço do Saldanha, cuja entrada principal, em estilo espanhol situa-se na Rua Guedes de Brito,14. Este imóvel, hoje tombado pelo patrimônio histórico, foi durante muitos anos a sede do Liceu de Artes e Ofícios da Bahia e atualmente é a sede da Fundação Cultural do Estado da Bahia, FUNCEB.

Bibliografia consultada:
POSSEIROS, RENDEIROS E PROPRIETÁRIOS: Estrutura Fundiária e Dinâmica Agro-Mercantil no Alto Sertão da Bahia
(1750-1850) Erivaldo Fagundes Neves
Tese de Doutorado em História - Centro de Filosofia e Ciências Humanas - UFPE- 2003
O que há de errado com a história de Morro do Chapéu.
Obs: é impressionante a quantidade de informações erradas e contraditórias que se consegue pesquisando apenas na internet. Muitas pessoas copiam texto e modificam, não citando sua procedência. Confundem dados, acrescentam coisas baseados em "achismos" e omitem informações importantes. A história do morgado dos Guedes de Brito é um exemplo. Conhecido como Morgado da Casa da Ponte, em oposição à Casa da Torre de Garcia D'Ávila, sua história é  complexa. Só a vida de Manuel Nunes Viana, procurador de Isabel Guedes de Brito e suas estrepolias em Minas Gerais, para defender os interesses dos Guedes de Brito e os seus próprios, já daria um livro inteiro.
     Tentei aqui fazer uma recomposição dos principais fatos que levaram a família Guedes de Brito a reunir uma quantidade tão grande de terras entre a Bahia e Minas Gerais, mas esta resenha também está sujeita a erros, portanto, se for servir de fonte de pesquisa, recomendamos que os dados aqui expostos sejam checados.



PAPO DE ARQUIBANCADA

 

A FACE OCULTA DO FUTEBOL BRASILEIRO
       Meus amigos, esta semana o presidente do Sport, Luciano Bivar, acusou o técnico Leão de ter recebido propina para convocar o jogador Leomar, que na época foi muito contestada pela imprensa e pelo povo brasileiro. O volante foi nomeado capitão pelo técnico.
       Bivar afirmou ter pago para facilitar a convocação do jogador para um lobista que moveu seus pauzinho para que o Leomar fosse convocado. O presidente também afirmou que todo mundo faz lobby no futebol brasileiro. Que os procuradores vivem ligando para o técnico da seleção, inclusive o atual, Felipão, pedindo para que fulano seja convocado.
        O técnico Leão nega as acusações e declarou:
       "Eu acho que isso é uma coisa altamente ridícula e também perigosa. Apenas era o treinador e fui eu quem o convocou. Não podemos nos esquecer que naquela convocação eu não podia convocar jogador do exterior e nem de time grande. O Leomar tinha acabado de fazer uma grande temporada e mereceu a chance."
     Recentemente, o técnico Felipão perdeu uma causa na justiça, movida contra o ex-jogador Edmundo (o animal), que havia dito num programa esportivo da tv que o técnico havia contratado mais de dez jogadores do São Caetano para compor o elenco do Palmeiras o que, de fato, é no mínimo estranho.
       O agora deputado Romário (baixinho) também denunciou suas suspeitas acerca das convocações do técnico Mano Menezes que tinha o mesmo agente dos jogadores selecionados por ele.
       O fato é que a corrupção no futebol brasileiro existe e que os técnicos contratam e convocam jogadores indicados, contudo, o que deve ser analisado é se a convocação se justifica, se o atleta merece. O problema é que a corrupção começa de cima, na CBF, com contratos que enriqueceram o Ricardo Teixeira. É preciso que se faça uma limpeza geral, só assim teremos um futebol com mais tranparência.

POESIA DA SEMANA



 A poesia desta semana é dedicada ao meu grande amigo e companheiro de todas as horas, Ricardo Stumpf, a quem agradeço por fazer parte da minha vida. Que Deus ilumine seus passos e te abençoe, sempre. Feliz aniversário !!!
 

 
A IDADE DE SER FELIZ
 
"Existe somente uma idade para a gente ser feliz, somente uma época na vida de cada pessoa em que é possível sonhar e fazer planos e ter energia bastante para realizá-los a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.

Uma só idade para a gente se encontrar com a vida e viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda intensidade sem medo nem culpa de sentir prazer. Fases douradas em que a gente pode criar e recriar a vida à nossa própria imagem e semelhança e vestir-se com todas as cores e experimentar todos os sabores e entregar-se a todos os amores sem preconceito nem pudor.

Tempo de entusiasmo e coragem em que todo desafio é mais um convite à luta que a gente enfrenta com toda disposição de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO, e quantas vezes for preciso. Essa idade tão fugaz na vida da gente chama-se PRESENTE e tem a duração do instante que passa."
 
Mário Quintana

CLIPE DA SEMANA

O clipe da semana é da música COSE DELLA VITA, com Eros Ramazzotti e Tina Turner.
 

 Clique no link e assista: