sábado, 7 de dezembro de 2013

Marisa Monte e Tracy Chapman


CLIPE DA SEMANA    

Esta semana selecionamos dois clipes antológicos: Marisa Monte e Tracy Chapman. Bom proveito.


Marisa Monte
Preciso me encontrar

http://www.youtube.com/watch?v=rUCxUePcDQ0


Tracy Chapman

Baby Can I Hold You

http://www.youtube.com/watch?v=wzIE3mRFypQ

Rapidinhas

RAPIDINHAS

Morre um gigante


     Inspiração para todos os povos que lutam por justiça e liberdade, pesadelo para os opressores do mundo, que levaram 30 anos para se render à sua grandeza, Nelson Mandela nos deixou no dia 5 de dezembro, aos 95 anos.
     Deixa para o mundo uma mensagem de esperança e fé na humanidade.
     Adeus e obrigado, querido Mandela, uma rara unanimidade neste mundo tão conturbado.

Encontro de Culturas negras em Salvador
      Dia 10 de dezembro na Biblioteca dos Barris.
Maiores informações pelo site:
http://leituraelivro.blogspot.com.br/


Cotas para idosos?


       Hoje em dia existem cotas para tudo, mas os idosos permanecem esquecidos.
    Como está cada vez mais difícil se aposentar cedo, seria preciso implantar uma política de incentivo para os maiores de 60 anos que precisam trabalhar e encontram todo tipo de preconceito na hora de procurar um emprego.
      Quem chegou a essa idade tem uma experiência acumulada que pode ser valiosa para as empresas e mesmo para o serviço público, mas precisa de um horário especial, mais flexível, que lhe permita desenvolver suas atividades à contento, mantendo os cuidados com a saúde.
      Está faltando uma política pública para os idosos que precisam trabalhar. 

A orla de Salvador


       Ninguém duvida que Salvador tem um litoral belíssimo, um dos mais bonitos do Brasil.
    A cidade, no entanto, não trata essa orla com a devida atenção. Tudo vive abandonado e manutenção parece ser uma palavra desconhecida para os soteropolitanos, que fazem obras e as deixam se deteriorando, sem cuidado.
     O atual prefeito prometeu na sua campanha implantar as prefeituras de bairros, providência que ficou na promessa. Pelo contrário, sua gestão vem se pautando pela centralização, e embora se notem várias iniciativas para recuperar a cidade, a orla continua abandonada, exceto na Barra, onde obras de revitalização já começaram, visando o carnaval.
     Como são mais de 30 km de orla, a prefeitura poderia cogitar a criação de um Parque da Orla, com uma administração própria, para manter e gerir esse imenso espaço de lazer, não só fazendo a manutenção de equipamentos, calçadas e garantindo a sua limpeza, mas também promovendo eventos nos finais de semana, que estimulassem a prática de esportes, opção para quem não quer ficar só bebendo e criando barriga na beira da praia. A saúde pública agradece.
     Os diversos "babas", praticados na areia, em meio aos banhistas, provam que os campos de esporte são uma necessidade.
     Sobra espaço para implantação de quadras e campos de futebol. Falta criatividade, iniciativa e capacidade de descentralizar.
      Um Parque da Orla, com uma administração própria, voltado para a população de Salvador e para utilização o ano inteiro, e não apenas para os turistas e o carnaval, seria uma forma de manter essa parte tão importante da cidade sempre em boas condições de uso e apropriação por habitantes de todos os bairros. Afinal, a orla pertence à cidade toda.

Humor Transatlântico


Barão de Itararé


Barão de Itararé – pseudônimo irreverente do jornalista gaúcho Apparício Torelli (1895-1971) – é considerado um dos criadores do jornalismo alternativo no país e o pai do humorismo brasileiro. Com os jornais A Manha e Almanhaque, ele ironizou as elites, criticou a exploração e enfrentou os governos autoritários. Preso várias vezes, ele nunca perdeu o seu humor. Itararé é o nome da batalha que não houve entre a oligarquia e as forças vitoriosas na revolução de 1930.

Máximas do Barão:

O uísque é uma cachaça metida a besta.

A criança diz o que faz, o velho diz o que fez e o idiota o que vai fazer.

Os homens nascem iguais, mas no dia seguinte já são diferentes.

Dizes-me com quem andas e eu te direi se vou contigo.

A forca é o mais desagradável dos instrumentos de corda.

Sábio é o homem que chega a ter consciência da sua ignorância.

Não é triste mudar de ideias, triste é não ter ideias para mudar.

Mantenha a cabeça fria, se quiser ideias frescas.

O tambor faz muito barulho, mas é vazio por dentro.

Genro é um homem casado com uma mulher cuja mãe se mete em tudo.

Neurastenia é doença de gente rica. Pobre neurastênico é malcriado.

De onde menos se espera, daí é que não sai nada.

Quem empresta, adeus.

O banco é uma instituição que empresta dinheiro à gente se a gente apresentar provas suficientes de que não precisa de dinheiro.

Tudo seria fácil se não fossem as dificuldades.


O fígado faz muito mal à bebida.

O casamento é uma tragédia em dois atos: um civil e um religioso.

Tudo é relativo: o tempo que dura um minuto depende de que lado da porta do banheiro você está.

Nunca desista do seu sonho. Se acabou numa padaria, procure em outra!

Devo tanto que, se eu chamar alguém de “meu bem”, o banco toma!

Viva cada dia como se fosse o último. Um dia você acerta…

Tempo é dinheiro. Paguemos, portanto, as nossas dívidas com o tempo.

As duas cobras que estão no anel do médico significam que o médico cobra duas vezes, isto é, se cura, cobra, e se mata, cobra.

O voto deve ser rigorosamente secreto. Só assim, afinal, o eleitor não terá vergonha de votar no seu candidato.

Em todas as famílias há sempre um imbecil. É horrível, portanto, a situação do filho único.

Negociata é um bom negócio para o qual não fomos convidados.

Quem não muda de caminho é trem.

A moral dos políticos é como elevador: sobe e desce. Mas em geral enguiça por falta de energia, ou então não funciona definitivamente, deixando desesperados os infelizes que confiam nele.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

E o futuro, o que será?

POLITICANDO

E o futuro, o que será?

     Estranhos, esses tempos que estamos vivendo.
     Enquanto milhões de pessoas fogem de uma guerra insana na Síria, e outros morrem de fome e sede tentando atravessar o deserto de Saara, ou afogados no mar mediterrâneo, para chegar à essa "Ilha da fantasia" chamada União Europeia, atletas transformados em superstars ganham milhões no grande circo global do futebol.
     Enquanto os países mais ricos do mundo, Estados Unidos, Oceania, Europa e Japão, gastam trilhões em armas e guerras e se transformam em verdadeiras fortalezas, para defender suas populações enlouquecidas pelo consumo, o desemprego cresce dentro de suas próprias fronteiras, alimentado pelo egoísmo de elites insatisfeitas com a taxa de acumulação de capital, que por isso eliminam direitos trabalhistas e jogam seus trabalhadores no desespero dos despejos forçados, para conseguir continuar fomentando um "crescimento econômico" feito às custas da natureza, levando os recursos do planeta à beira do esgotamento.
     Enquanto as "democracias ocidentais" apoiam as ditaduras no Egito, na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes, combatem as democracias na América Latina, Leste Europeu e Oriente Médio, financiando programas de desestabilização, eufemismo para golpes de estado. Enquanto combatem o terrorismo no mundo, financiam atos terroristas contra os países que ousam desafiar sua supremacia política e econômica mundial, usando todos os meios, inclusive o desprezo pelas leis internacionais, promovendo a escuta telefônica e o monitoramento da rede mundial de computadores, sem dar maiores explicações a ninguém.
     Enquanto os BRICS, e os demais participantes do G20, crescem e se preparam para ser cada vez mais importantes na economia mundial, a velha política dos países imperialistas insiste numa hegemonia que não convence mais ninguém, baseada apenas na força militar e no domínio dos meios de comunicação de massa, cujos monopólios começam a ser contestados e derrubados, como na Argentina, Bolívia, Equador e outros.
     Um panorama desalentador. Uma divisão tão clara e intransigente de interesses entre um grupo de nações ricas, porém estagnadas, de um lado, e o resto do mundo que vai se libertando de seu domínio, de outro.
     Enquanto a geopolítica conseguir estimular conflitos entre países que se opõem a hegemonia das nações ricas, as contradições vão continuar se acentuando, sem grandes mudanças. Mas no momento em que as potências emergentes resolverem se unir contra a velha dominação, reunindo condições econômicas e militares suficientes, uma ruptura deverá acontecer e o resultado disso já sabemos: guerra.
     Uma guerra desse tipo alcançaria grandes proporções e seria catastrófica para o planeta. Se Rússia, China e Índia se unirem à América Latina, África e Ásia, contra os atuais detentores do poder, não haverá quem escape da terrível destruição que se seguirá, cujo resultado não pode ser bom para ninguém.
     Para escapar deste terrível cenário seria necessária uma nova geração de líderes, principalmente nos países ricos, que substituísse os planos de dominação por outros de integração mundial, abrindo mão de hegemonias militares. Mas será isso possível, num mundo controlado por grandes corporações, fortemente ancoradas na produção de armas, pesticidas, petróleo, alimentos transgênicos, medicamentos feitos para "curar" males provocados pelo consumismo e indústrias culturais que buscam a alienação dos povos, para impedir que eles despertem para a terrível realidade em que vivem (o que inclui o futebol)?
     Apenas políticas integradoras que nos libertem dos nacionalismos egoístas poderiam nos livrar do pesadelo que se avizinha. Nostradamus previu este conflito terrível, que seria o final de uma era e o início de outra, para aqueles que conseguissem sobreviver. No seu Apocalipse, São João também teve uma visão dessa tragédia e vaticinou: os vivos terão inveja dos mortos.
    Por outro lado, Chico Xavier psicografou um livro intitulado: Brasil, Pátria do Evangelho, em que prediz que nosso país poderia ser a nação a iluminar os caminhos de uma nova civilização. Para isso teríamos que nos reformar muito, nos libertando das tendências autodestrutivas que tem nos assolado ultimamente, encontrando um novo rumo, de paz e prosperidade baseado numa economia verde e numa sociedade voltada para a justiça social. 
     Oxalá!
    
    

Clipe da semana

Homenagem à Victor Jara, o grande compositor chileno, nos 40 anos de seu assassinato pela ditadura chilena.


Te recuerdo Amanda
(Victor Jara)

Te recuerdo Amanda
la calle mojada
corriendo a la fabrica donde trabajaba Manuel
La sonrisa ancha, la lluvia en el pelo,
no importaba nada
ibas a encontrarte con el,
con el, con el, con el, con el
Son cinco minutos
la vida es eterna,
en cinco minutos
Suena la sirena,
de vuelta al trabajo
y tu caminando lo iluminas todo
los cinco minutos
te hacen florecer
Te recuerdo Amanda
la calle mojada
corriendo a la fabrica
donde trabajaba Manuel
La sonrisa ancha
la lluvia en el pelo
no importaba nada,
ibas a encontrarte con el,
con el, con el, con el, con el
Que partió a la sierra
que nunca hizo daño,
que partió a la sierra
y en cinco minutos,
quedó destrozado
Suenan las sirenas
de vuelta al trabajo
muchos no volvieron
tampoco Manuel
Te recuerdo Amanda,
la calle mojada
corriendo a la fábrica,
donde trabajaba Manuel.
https://www.google.com.br/?gws_rd=cr&ei=QWOPUqr7JPOtsQS3loGgBg#q=victor+Jara+te+recuerdo+amanda&stick=H4sIAAAAAAAAAGOovnz8BQMDgzYHsxCHfq6-Qa5JcZYSF4hlmGxSbpqsJehb

Uma vez Flamengo, sempre Flamengo...

É campeão


         Meus amigos, nem o mais otimista dos torcedores do Flamengo imaginaria que um time que sequer chegou às finais do estadual, que faz uma pífia campanha no brasileiro da série A - lutando até a rodada passada para escapar do rebaixamento - poderia imaginar que o rubro-negro carioca seria o campeão da Copa do Brasil. Uns atribuem o título à mística da camisa, outros à força de sua torcida.  Sem querer entrar no mérito da questão, atribuo à coragem da diretoria do clube, em substituir o badalado Mano Menezes pelo humilde e competente, auxiliar técnico de Luxemburgo, Jayme de Almeida, que deu uma forma de jogar ao time e confiança aos seus comandados. Parabéns à equipe da Gávea pelo título.
          Que venha a Libertadores!

Blogando por ai...

José Roberto Malia


Campeão Jayme de Almeida, R$ 40 mil por mês: 15 vezes menos que professores com grife.

          O custo/benefício de Jayme de Almeida é dos mais astronômicos no ninho do Urubu.
          Deixa os ‘professores' Vanderlei Luxemburgo, Mano Menezes, 'Muriçoca' Ramalho, Abel Braga, Dorival Júnior e que tais no bolso do colete emprestado.
          O campeão da Copa do Brasil ganha cerca de R$ 40 mil por mês, ou algo em torno de 10 a 15 vezes menos do que os 'mestres' com grife costumam exigir - Vanderlei Luxemburgo/R$ 600 mil; Mano dos manos/R$ 450 mil; ‘Muriçoca' (R$ 350 mil, mas deve renovar por R$ 600 mil); Abel Braga (R$ 700 mil); Dorival Júnior (R$ 600 mil).
          Jayme de Almeida já foi procurado para acertar um novo contrato, mas pretende pensar no assunto só depois da última rodada do Brasileirão, em 8 de dezembro.
          Ele teme por uma repetição da história do amigo Andrade. Campeão brasileiro em 2009, foi rifado após alguns resultados ruins e caiu no ostracismo. Nenhum time grande o procurou.
Jayme de Almeida igualou o feito de Carlinhos (1987 e 1992), Paulo César Carpegiani (1982) e Andrade, campeões em campo e no comando do time. Santo de casa também faz milagre. 

Fonte: ESPN Brasil

Poesia da Semana

Humberto de Campos


                                 LENDO-TE



               “As roseiras aqui já estão florindo...”

                Mandas dizer... “As híspidas e pretas

                Rochas da estrada já se estão cobrindo

                De musgo verde...  Há muitas borboletas...”



                E eu fico a pensar que agora é o lindo

                Mês das rosas esplêndidas e inquietas

                Asas: mês em que a serra anda sorrindo,

                E em que todos os pássaros são poetas.



                Vejo tudo: a água canta entre os cafeerios.

                Vejo o crespo crisântemo e a açucena

                Estrelando a verdura dos canteiros.



                Penso, então, que em tudo isto os olhos pousas...

                E começo a chorar... Olha: tem pena,

                não me escrevas falando nessas cousas!...


Humberto de Campos Veras nasceu em Miritiba, hoje Humberto de Campos, Estado do Maranhão. Deixou obra extensa e variada, incluindo crônicas e contos humorísticos, além de sonetos refinados, que o tornaram um dos autores mais populares em sua época. Aprendiz de tipógrafo e depois escriturário, iniciou-se (1908) no jornalismo em Belém do Pará, e chegou a diretor de A Província do Pará. Fatores políticos forçaram-no a mudar-se (1912) para o Rio de Janeiro, RJ, onde passou a trabalhar como redator de O Imparcial. A longa série de seus livros de prosa iniciou-se com Da seara de Booz (1918). Publicou depois, entre outros, A serpente de bronze (1921), A bacia de Pilatos (1924), O monstro e outros contos (1932) e Poesias completas (1933). Eleito membro da Academia Brasileira de Letras (1920), também foi eleito deputado federal pelo Maranhão (1927), mas teve o mandato interrompido pela revolução (1930). Suas Memórias (1933) são apontadas como seu livro mais importante. Morreu no Rio de Janeiro, RJ, e seu Diário secreto, publicado postumamente (1954), causou escândalo.